Lola Beltrán foi uma das vozes mais marcantes do México e um símbolo eterno da música ranchera. Mesmo após décadas de sua morte, muita gente ainda tem curiosidade sobre de que Lola Beltrán morreu e quais foram as circunstâncias que cercaram o falecimento dessa artista que marcou uma era. Neste artigo, vamos contar tudo sobre as causas da morte, um pouco de sua trajetória e o legado que ela deixou para a música mexicana e mundial.

Quem foi Lola Beltrán

Lola Beltrán, cujo nome verdadeiro era María Lucila Beltrán Ruiz, nasceu em 7 de março de 1932, na cidade de Rosario, em Sinaloa, México. Desde muito jovem mostrou talento para o canto e para a interpretação. Com sua voz poderosa e presença de palco inesquecível, ela se tornou uma das maiores intérpretes de música ranchera e boleros de todos os tempos.

Lola não foi apenas uma cantora. Foi também atriz, apresentadora e uma verdadeira embaixadora da cultura mexicana. Suas interpretações de músicas como “Cucurrucucú Paloma” e “Paloma Negra” são lembradas até hoje como as versões mais emocionantes já gravadas.

O auge da carreira de Lola Beltrán

Durante as décadas de 1950 a 1980, Lola Beltrán foi uma verdadeira estrela da música latino-americana. Ela cantou em teatros importantes, fez shows internacionais e foi convidada até para cantar para presidentes e figuras políticas da época.

Entre seus feitos mais notáveis, está o fato de ter sido a primeira cantora ranchera a se apresentar no prestigiado Palácio de Belas Artes do México, algo que na época era reservado apenas à música erudita. Esse feito histórico consolidou seu nome como ícone da cultura mexicana.

Além da música, ela também participou de filmes e programas de TV, tornando-se uma figura muito querida pelo público, conhecida como “Lola la Grande”.

As causas da morte de Lola Beltrán

Lola Beltrán faleceu em 24 de março de 1996, na Cidade do México. Ela tinha 64 anos e sua morte foi causada por trombose pulmonar, uma complicação que ocorre quando um coágulo de sangue bloqueia uma ou mais artérias dos pulmões.

De acordo com informações da época, Lola já vinha enfrentando problemas de saúde relacionados à pressão arterial e problemas circulatórios, mas continuava ativa na música, participando de eventos e programas até pouco tempo antes de sua morte.

A trombose pulmonar é uma condição grave e, em muitos casos, silenciosa. Ela pode ser causada por imobilidade prolongada, problemas cardíacos, histórico familiar de trombose ou até por complicações de outras doenças. No caso de Lola Beltrán, os médicos atribuíram o quadro à combinação de problemas circulatórios e sobrecarga física devido à intensa carreira e viagens constantes.

O que é trombose pulmonar?

Para entender melhor as causas da morte de Lola Beltrán, vale explicar o que é a trombose pulmonar. Essa condição ocorre quando um coágulo de sangue (geralmente vindo das pernas ou de outra parte do corpo) se desloca até os pulmões, bloqueando o fluxo sanguíneo.

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Falta de ar repentina
  • Dor no peito, especialmente ao respirar fundo
  • Tosse com sangue
  • Fraqueza intensa ou desmaios

O tratamento depende da gravidade, mas em muitos casos exige internação e uso de anticoagulantes. No caso de Lola, o quadro evoluiu rapidamente e ela não resistiu.

O impacto da morte no México

A notícia da morte de Lola Beltrán chocou o México e emocionou fãs de toda a América Latina. O país perdeu não só uma cantora, mas uma figura que representava o orgulho nacional e a força da mulher mexicana.

No dia de seu falecimento, várias rádios e canais de TV dedicaram transmissões inteiras em homenagem à artista. O corpo de Lola foi velado com honras no Palácio de Belas Artes, o mesmo local onde ela havia brilhado como cantora.

Multidões se reuniram para prestar as últimas homenagens. As pessoas levaram flores, cantaram suas músicas e choraram a partida de uma das maiores vozes do país.

Legado e influência de Lola Beltrán

Mesmo após sua morte, o legado de Lola Beltrán continua vivo. Sua filha, María Elena Leal Beltrán, também seguiu carreira artística, mantendo viva a memória da mãe em apresentações e projetos musicais.

As músicas de Lola continuam sendo regravadas por novas gerações de artistas, tanto no México quanto fora dele. Cantoras como Lucha Villa, Aida Cuevas e até intérpretes contemporâneas reconhecem a influência que ela teve na música ranchera e na identidade cultural mexicana.

Além disso, Lola abriu caminho para que outras mulheres conquistassem espaço em um gênero musical que, até então, era dominado por homens. Sua postura firme, voz marcante e autenticidade inspiraram muitas artistas a seguirem seus passos.

Curiosidades sobre Lola Beltrán

  • Ela era chamada carinhosamente de “Lola la Grande” por sua força vocal e personalidade.
  • Representou o México em festivais internacionais e cantou em países como Espanha, Rússia e Cuba.
  • Foi casada com o toureiro Alfredo Leal e teve uma filha, que também seguiu carreira artística.
  • Gravou mais de 70 discos ao longo da carreira, sendo muitos deles dedicados à música tradicional mexicana.
  • Apesar da fama, manteve-se simples e próxima do público, o que aumentou ainda mais seu carisma.

Como o México lembra Lola Beltrán hoje

Mais de duas décadas após sua morte, Lola Beltrán ainda é lembrada com muito carinho. Há ruas, praças e centros culturais que levam seu nome, especialmente em Sinaloa, seu estado natal.

Em 2008, foi inaugurado o Museo Lola Beltrán, em Rosario, cidade onde ela nasceu. O local reúne figurinos, discos, fotografias e objetos pessoais que contam sua trajetória.

Em datas especiais, como o aniversário de nascimento ou falecimento, fãs e músicos costumam se reunir para homenagens. Nessas ocasiões, canções como “Cielito Lindo” e “Cucurrucucú Paloma” voltam a ecoar como símbolo de sua eternidade.

A importância de Lola Beltrán na cultura latina

A história de Lola Beltrán vai muito além da música. Ela representa um tempo em que o talento e a emoção eram o principal instrumento de um artista. Sua voz transcendia barreiras, emocionando públicos que nem sequer falavam espanhol.

Lola foi uma das responsáveis por internacionalizar a música ranchera, levando o som e o sentimento mexicano para o mundo. Com isso, ajudou a consolidar uma identidade cultural que até hoje inspira o cinema, a literatura e as artes latino-americanas.

Lola Beltrán morreu vítima de trombose pulmonar em 1996, mas sua memória permanece viva em cada nota que cantou. Sua trajetória é um exemplo de dedicação, amor pela arte e orgulho de suas raízes.

Mesmo após tantos anos, seu nome continua sendo sinônimo de talento, emoção e autenticidade. Para quem ama a música mexicana, Lola não é apenas uma lembrança — é uma presença eterna que ecoa nas vozes de todos que ainda cantam suas canções.

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